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Medley

25 de novembro de 2009

O computador está ligado. Irritado e cansado sento para escrever. A música da vez não é preciso revelar. Abro o editor de texto. Troco a cor de fundo para cinza. Pouca luz é sempre melhor. Começo a escrever uma história besta.

Ele acordou seis da matina como de costume. O Céu estava absurdamente lindo. Uma única nuvem anuncia o novo dia. Tomou o café na rede da varanda como de costume. Tudo como de costume. Era calmo. Mudou de roupa e foi para a aula de natação. Será um dia bom.

Na primeira série de quinhentos metros Medley – exceto golfinho que nunca aprendera – ele esqueceu dela. E era uma sensação boa. Estava livre novamente do pesadelo que o acompanhava. Pediu a professora uma nova série para que o esquecimento fosse bem trabalhado na repetição.

Voltou pra casa e num erro rompante acendeu um cigarro. Existia no céu uma única nuvem. Como no acordar. Ele acompanhou o desanimo da nuvem. Ela caminhava. Ele fumava. Lembrou dela apenas uma vez mais. Que foi o tempo do seu cigarro e da nuvem desaparecer. Decidiu escrever sobre esse dia mágico. O dia em que voltou a ser feliz.

Agora preciso corrigir o texto. A musica ainda toca. Salvei o texto na pasta de costume. Tudo era como o costume. A casa está bagunçada. Eu estava feliz. A pasta onde coloco os meus textos tem um rigor absurdo de organização. Não condiz com a vida. Não condiz com a rotina. Será um dia bom.

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