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Esquina.

30 de setembro de 2009

Qualquer poesia seria demasiado. Pedi um bom dia. Um cigarro. Ela tratou do jeito de sempre: grossa e arrogante. A gente riu. Eu sei que ela é sempre assim com as palavras. Com os recados. Mas todo dia eu compro o cigarro e o bendito café. Ela sempre me roga pragas. A gente sempre ri. Adoro – na verdade – sua falta de educação. Sua falta de palavras. Todos os dias. Na mesma esquina. Como eu. Um dia ainda pergunto seu nome. Um dia ainda digo que essas coisas que eu digo não são tão ruins. Bom dia. Um cigarro. Deve ser que eu chego sempre atrasado. Pro bom dia. Pro cigarro.